A POBREZA E A FOME EM PORTUGAL
Portugal é um dos Países que apresenta valores mais elevados no que diz respeito aos indicadores de pobreza. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) em 2006, 18% da população portuguesa encontrava-se em risco de pobreza, cerca de um quinto da população auferia menos de 365 Euros por mês. Era entre as mulheres, os idosos e as crianças menores de 18 anos que mais aumentava a pobreza.Portugal desceu uma posição no desenvolvimento humano em 2005, passando a situar-se em 29 lugar entre os 177 Países analisados.
Entre 1995 e 2000 mais de metade (52,4%) dos agregados familiares viveram numa situação vulnerável à pobreza, este fenómeno atinge um grande número de pessoas.
Podemos dizer que de uma forma genérica, que quatro grandes causam explicam esta realidade no nosso País:
Portugal possui ainda sinais de uma pobreza tradicional muito associada ao mundo rural, e onde a privação de conforto é visível;
Nas famílias de baixos recursos, os agregados que estão no mercado de trabalho, desfrutam de rendimentos insuficientes em consequência da baixa escolaridade e falta de formação profissional.
São já visíveis fenómenos de exclusão associados aos mais recentes movimentos migratórios e à concentração urbana e suburbana, bem como os novos grupos de risco que crescem especialmente no meio urbano (as famílias mono parentais as crianças e os jovens sem enquadramento familiar, os toxicodependentes.)
Finalmente, a pobreza é claramente influenciada pelas insuficiências marcantes de protecção social que se desenvolveu no nosso País.
Os sucessivos programas de combate a este problema tiveram quase sempre o mesmo resultado: ineficácia. (…)
Portugal, tal como a Espanha, passou de um país de emigração para um país de imigração, ou seja, a entrada de pessoas é superior à saída.
As maiores comunidades imigrantes legais em Portugal (em 2005) foram os brasileiros, ucranianos, cabo-verdianos e angolanos. No entanto, todas estas comunidades foram as maiores em diferentes anos, que foi sendo rapidamente suplantada por outras provenientes de ondas migratórias mais recentes.
Um dos maiores grupos e que se fixou nas regiões de Lisboa, Setúbal, Faro e Porto são os ucranianos, e ninguém sabe ao certo o seu número total. No entanto, o número de imigrantes legais é de cerca de 70 000, sendo sabido que este número é muitas vezes inferior à realidade. O grupo é de tal forma numeroso que fez com que a Ucrânia de país distante e desconhecido passasse a familiar e que a maioria dos imigrantes de leste seja vista pelos portugueses como "ucranianos".


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